A história do Louvre
O Museu do Louvre, um dos maiores e mais visitados
museus do mundo, é muito mais do que um repositório de obras de arte. Sendo um
dos
pontos turísticos mais procurados em Paris, foi uma fortaleza, residência real e sede do governo
francês, antes de se tornar um museu. Sua história é uma jornada fascinante que se entrelaça com
a própria história da França, desde suas origens como uma fortaleza medieval até sua
transformação em um ícone cultural global. Ao longo dos séculos, expandiu suas coleções e
espaço, culminando na icônica pirâmide de vidro em 1989. Com mais de 38.000 obras, o Louvre é uma
figura cultural, testemunhando a evolução da arte e da história.
O museu foi inaugurado em 10 de agosto de 1793 com uma exposição de 537 pinturas, a maioria das
obras sendo propriedade real e confiscada da Igreja Católica. Devido a problemas estruturais com
o edifício, o museu foi fechado em 1796 até 1801. A coleção foi ampliada sob o governo de
Napoleão e o museu foi renomeado como Museu Napoleão, mas após a abdicação dele, muitas obras
confiscadas por seus exércitos foram devolvidas aos seus proprietários originais. A coleção foi
aumentada ainda mais durante os reinados de Luís XVIII e Carlos X e, durante o Segundo Império
Francês, o museu ganhou 20 mil peças.
O acervo cresceu constantemente através de doações e
legados desde a Terceira República Francesa. A coleção é dividida em oito departamentos curatoriais:
antiguidades egípcias; antiguidades do Oriente Próximo; antiguidades gregas, etruscas e
romanas; arte islâmica; esculturas; artes decorativas; pinturas; impressões e desenhos.
Obra escolhida do mês
Todo mês escolhemos uma obra para homenagear aqui no blog, a escolhida da vez foi uma
belíssima obra
de arte de Antonio Canova (1757-1822) intitulada de: “Psyché ranimée par le baiser
de l’Amour” (1793). Este escultor italiano retratou no mármore um jovem alado
“l’Amour” pousando
em uma rocha, onde uma jovem jaz inconsciente. Ele é o deus Amor – ou Cupido em latim –
reconhecível por suas asas e sua aljava cheia de flechas; ela é Psiquê, uma bela mortal. Este
momento,
capturado por Canova, é quando o Amor abraça Psiquê com ternura, endireita-a e aproxima seu rosto do
rosto
de sua amada. Psiquê suavemente se deixa retroceder e, com um gesto lânguido, enlaça o seu amado.
(Reprodução: Internet)
Canova se inspirou em uma lenda relatada pelo escritor e filósofo romano Apuleio (124-170) em
suas Metamorfoses que nos conta a reunião dos deuses para conceder ao deus Amor a mão de Psiquê,
dando assim à jovem a imortalidade e o status de deusa da alma. Psiquê era uma bela mortal por quem
Eros (cupido), o deus do amor, ficou perdidamente apaixonado. Sua paixão despertou a fúria de sua
mãe, Afrodite, deusa da beleza, que mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se
apaixonar por um ser monstruoso.
Porém, ao contrário do esperado, Eros acabou se apaixonando por Psiquê. Depois de perder a
confiança de Eros, por ter seguido os conselhos de suas irmãs invejosas, Psiquê vai reconquistá-lo.
Para
isto, ela enfrenta quatro trabalhos que Afrodite lhe dá. No final, Psiquê cai em sono profundo e
Eros
vai despertá-la com um beijo. Implorando a intervenção de Zeus, Eros consegue que Afrodite aceite o
seu amor. O deus Hermes leva Psiquê à “Assembleia Celestial” e ela se torna imortal. Finalmente,
Psiquê se une a Eros e o fruto do amor foi uma filha, chamada de Prazer.
(Reprodução: Internet)